15/12/2019
Inteligência emocional nos anos 2020
Nos últimos tempos tem-se falado muito em inteligência emocional. Mas, o que é isso? É a capacidade de aprender a lidar com as próprias emoções e sentimentos e com os sentimentos e emoções alheios, o que pode resultar em benefício próprio, social e até mesmo na vida profissional. Trata-se da capacidade de administrar momentos de pura pressão, estresse, ansiedade, angústias, euforia, conquistas e derrotas!

Existem cinco conjuntos de competências e habilidades que fundamentam a inteligência emocional: autoconsciência, autorregulação, automotivação, empatia e interação social. Essas competências variam desde a capacidade de se sintonizar com as outras pessoas, entendendo como elas pensam e agem, indo até mesmo à capacidade de realizar grandes negócios. Na prática, um ótimo vendedor tem a capacidade de entrar na mente do seu cliente e entender as suas reais necessidades e desejos, de sentir onde poderá “atacar” e conquistar aquela venda. Outros profissionais mais avançados conseguem fidelizar e até mesmo cativar os clientes a tal ponto, que, mesmo quando trocam de empresa, conseguem levar boa parte deles. Neste caso, estamos falando das competências de empatia e interação social.

O processo de autoconhecimento é fundamental para que possamos evoluir, crescer desenvolver a capacidade de persuadir outras pessoas, de forma positiva e agregadora. Temos na política em âmbito mundial grandes exemplos de notáveis líderes. Neste século, principalmente a partir da década de 2020, as pessoas que têm a inteligência emocional desenvolvida são as que ocuparão os principais cargos de comando, chefia e liderança.

Em virtude das crises econômicas espalhadas por todo o planeta, guerras, epidemias e tragédias naturais, a vida em grupo está cada dia mais difícil. Lidar com as emoções, cobranças, medos e angústias traz às pessoas naturalmente um sentimento de derrota, e é neste momento que as pessoas mais preparadas emocionalmente aparecem e conseguem organizar um ambiente caótico e trazer resultados efetivos em pouco espaço de tempo. Os empresários precisam estar atentos a esses profissionais diferenciados e buscá-los para as suas empresas, a fim de elevar a qualidade de gestão e consequentemente melhorar o ambiente de trabalho e os resultados de forma geral.

Aprenda a ouvir mais, falar menos, não julgar, busque a sua paz interior, crie um ambiente positivo, tenha atitudes positivas, desenvolva a empatia, converse com estranhos e escute os seus problemas. Você verá que às vezes o seu problema não é tão grande assim.

Reconheça os seus limites, aprenda a valorizar as suas virtudes e assim você conseguirá naturalmente atrair as pessoas. Novas amizades geram novos negócios, conquistas elevam a autoestima! Aprender a reconhecer as suas próprias emoções e principalmente como lidar com elas é o primeiro passo para desenvolver a inteligência emocional. Aprender a se colocar no lugar do outro é o degrau mais importante no desenvolvimento da inteligência emocional.

Nesta década, o profissional que está em alta e desejado pelas empresas é o gestor de conflitos, um profissional com extrema capacidade de modificar e melhorar os resultados de um negócio, mesmo em ambientes adversos e sombrios.

Nelson Alves é mestre em Administração de Negócios e professor universitário.
nelson.alves@consultoriafulltime.com.br
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